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Conhece-te e verás que não sabia quem tu és

  • Foto do escritor: Be Melo
    Be Melo
  • 24 de abr. de 2020
  • 1 min de leitura

Conhecer-se não é tarefa fácil. Talvez passemos a vida tentando descobrir quem somos, mas ainda assim corremos o risco de apenas encontrar vagas respostas. Nós, seres humanos, somos detetives de nós mesmos e profundos investigadores da alma quando queremos.


Após um tempo escrevendo, concordo com a máxima de que autor e obra se confundem. Ambos se condensam até não sabermos mais dizer quem diz o que. O resultado de uma obra é independente ou mero fruto da intencionalidade do autor? O que nos motiva a criar e dispor elementos exatamente como fazemos? Predestinação ou ocasionalidade?


A verdade é que nenhuma certeza é absoluta. Nem mesmo a verdade que acabei de citar. Conforme escrevo, meus pensamentos borbulham, não planejei inteiramente o que iria escrever. A experiemntação do processo de autoconhecimento através da escrita motiva o meu eu a redigir cada vez mais. Nem sempre me reconheço em meus escritos, mas talvez isto se dê porque penso conhecer alguém que na realidade não conheço.


Uma obra exprime a essência de um autor, que mesmo sem pretensão, tem a chance de se conhecer. Ao dissertar sobre o papel, divagar em pensamento ou falar expressamos o nosso íntimo. Momentos de liberdade criativa são raros instantes em que os indivíduos são incapazes de mentir, até mesmo para si.


Um obra revela aquilo que o autor não consegue dizer. Manifesta simbolismos e anseios que nem ele mesmo sabia ter. E superficialmente diz aquilo que inicialmente o autor queria dizer.

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