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PANDEMIA

  • Foto do escritor: Be Melo
    Be Melo
  • 5 de abr. de 2021
  • 1 min de leitura

Dela,

As máscaras,

A angústia,

O álcool gel,

O isolamento,

As luvas,

A saudade….

E tanto e tanto mais.


O olhar aflito, da janela,

Com os dias, estes e aqueles,

Que parecem não passar,

Num piscar de olhos vemos terminar

E tudo ou nada podem mudar


O tempo,

Num misto de lentidão e “de repentes”

Fez-nos perder

Perdidos com tudo a perder e o dobro a temer


Aprisionados no lar

Sem muito a fazer,

Vemos o desconforto se instalar

Onde antes era tudo o que parecíamos buscar


Um vírus letal.

Não escolheu tom de pele ou classe social.

Descartável com água e sabão,

Sem os mínimos cuidados, torna-se mortal.


O ar para respirar

Nem de perto entendíamos a dimensão

Do que o Planeta nos dava

Sem nada cobrar


Muitos a chorar, outros a desesperar.

Quanto tempo vai durar?

Em alternância, esperança e desgraça não hesitam em aflorar.

Quantas histórias, interrompidas

Quantas correntes de amor, reconstruídas


Palavras não ditas, frases não terminadas, suspiros enfraquecidos.

Vibrações de luz, palavras de consolo, corações em união.

Relações reajustadas, aspirações dilaceradas


Dela,

O amor,

O rancor,

Improviso

E dissabor.

O tédio,

O cansaço,

E tanto e tanto mais.


Sem vacina para a ignorância

E sem remédio para negacionismo

Existem médicos à frente da guerra

E políticos atrás da hipocrisia

Sem rastros de responsabilidade

E consciência devastada, indivíduos se eximem da batalha...


Força para os médicos, enfermeiros e cientistas,

Bombeiros e socorristas,

Professores e jornalistas,

Luz aos internados, enlutados e desencarnados,

Saudosos e ansiosos,

Artistas e realistas


De pele e alma marcados

Seguimos em uma das lutas invisíveis

Mais visíveis de todos os tempos

Sem saber quando, como e porque

O fim, caberá ao futuro descrever


- Beatriz Melo

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